sexta-feira, 9 de abril de 2010

FLAGELOS

02 - Coragem - Espíritos Diversos - pág. 56

16. SE CRÊS EM DEUS

Se crês em Deus, por mais te ameacem os anúncios do pessimismo, com relação a prováveis calamidades futuras, conservarás o coração tranquilo, na convicção de que a Sabedoria Divina sustenta e sustentará o equilíbrio da vida, acima de toda perturbação.
Se crês em Deus, em lugar nenhum experimentarás solidão ou tristeza, porque te observarás em ligação constante com todo o Universo, reconhecendo que laços de amor e de esperança te identificam com todas as criaturas.
Se crês em Deus, nunca te perderás no labirinto da revolta ou da desesperação, ante golpes e injúrias que se te projetem na estrada, porquanto interpretarás ofensores e delinquentes, na condição de infelizes, muito mais necessitados de bondade e proteção que de fel e censura.
Se crês em Deus, jornadearás na Terra sem adversários, de vez que, por mais se multipliquem na senda aqueles que te agridam ou menosprezem, aceitarás inimigos e opositores, à conta de irmãos nossos, situados em diferentes pontos de vista.
Se crês em Deus, jamais te faltarão confiança e trabalho, porque te erguerás, cada dia, na certeza de que dispõe da bendita oportunidade de comunicação com os outros, desfrutando o privilégio incessante de auxiliar e abençoar, entender e servir.
Se crês em Deus, caminharás sem aflição e sem medo, nas trilhas do mundo, por maiores surjam perigos e riscos a te obscurecerem a estrada, porquanto, ainda mesmo à frente da morte, reconhecerás que permaneces com Deus, tanto quanto Deus está sempre contigo, além de provações e sombras, limitações e mudanças, em plenitude de vida eterna.

Emmanuel

07 - O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - questão: 737

II -FLAGELOS DESTRUIDORES

Perg. 737. Com que fim Deus castiga a Humanidade com flagelos destruidores?

- Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? E necessário ver o fim para apreciar os resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam; mas esses transtornos são frequentemente necessários para fazerem que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos.(1) (Ver item 744-)

(1) Esta resposta coloca de maneira bem clara o problema dos "saltos" da Natureza de que tratamos em nota anterior. O "salto qualitativo" a que se refere a dialética marxista, e que para alguns contradiz a ordem evolutiva da doutrina espírita, é exatamente essa espécie de "transtornos" que apressam o desenvolvimento. Como se vê, o Espiritismo reconhece a existência e a necessidade de "transtornos", mas integrados no processo geral da evolução, não os admitindo como quebra desse processo. (N. do T)

Perg. 738. Deus não poderia empregar, para melhorar a Humanidade, outros meios que não os flagelos destruidores?

- Sim, e diariamente os emprega, pois deu a cada um os progredir pelo conhecimento do bem e do mal. E o homem quem não aproveita; então, é necessário castigá-lo em seu orgulho e fazê-lo sentir a sua fraqueza.

Perg. 738-a. Nesses flagelos, porém, o homem de bem sucumbe como os perversos; isso é justo?

- Durante a vida o homem relaciona tudo ao seu corpo, mas após a morte pensa de outra maneira. Como já dissemos: a vida do corpo é um quase nada; um século do vosso mundo é um relâmpago na eternidade. Os sofrimentos que duram alguns dos vossos meses ou dias, nada são; apenas um ensinamento que vos servirá no futuro. Os Espíritos que preexistem e sobrevivem a tudo formam o mundo real. (Ver item 85.) São eles os filhos de Deus e o objetivo de sua solicitude; os corpos não são mais que disfarces sob os quais aparecem no inundo. Nas grandes calamidades que dizimam os homens eles são como um exército que, durante a guerra, vê os seus uniformes estragados, rotos ou perdidos. O general tem mais cuidado com os soldados do que com as vestes.

Perg. 738-b. Mas as vítimas desses flagelos, apesar disso, não são vítimas?

- Se considerássemos a vida no que ela é, e quanto é insignificante em relação ao infinito, menos importância lhe daríamos. Essas vítimas terão noutra existência uma larga compensação para os seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.

Que a morte se verifique por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida; a única diferença é que no primeiro caso parte um grande número ao mesmo tempo. Se pudéssemos nos elevar pelo pensamento de maneira a abranger toda a Humanidade numa visão única, esses flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo.

Perg. 739. Esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam? - Sim, eles modificam algumas vezes o estado de uma região; mas o bem que deles resulta só é geralmente sentido pelas gerações futuras.

Perg. 740. Os flagelos não seriam igualmente provas morais para o homem, pondo-o às voltas com necessidades mais duras?

- Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, se ele não for dominado pelo egoísmo.

Perg. 741

11 - Vozes do grande além - Espíritos Diversos - pág. 73

E' dado ao homem conjurar os flagelos que o afligem?

- Sim, em parte, mas não como geralmente se pensa. Muitos flagelos são a consequência de sua própria imprevidência. À medida que ele adquire conhecimentos e experiências pode conjurá-los, quer dizer, preveni-los, se souber pesquisar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência. Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem.

Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, jf.on ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as imtempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamentos da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas os meios de neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres? Algumas regiões vagamente devastadas por terríveis flagelos não estão hoje resguardadas? Que não fará o homem, portanto, pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos da sua inteligência e quando, ao cuidá-lo da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes? (Ver item 707.)



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