sábado, 17 de setembro de 2011

ANOTAÇOES SOBRE O PASSE


faz mais de vinte e cinco anos que a orientação emanada dos órgãos de unificação ligados à Federação, a respeito do passe, tem sido no sentido de aplicá-lo da forma mais singela possível, tal como se fazia nos tempos apostólicos: a simples imposição de mãos.
Ensina-nos um dos textos que formam a apostila do Centro de Orientação e Educação Mediúnica (COEM), obra elaborada sob a supervisão do Dr. Alexandre Sech (11a Sessão de Exercício Prático, Centro Espírita Luz Eterna, edição de 1978):
“A imposição de mãos, como o fez Jesus, é o exemplo correto de transmitir o passe”.
“Os movimentos que gradativamente foram sendo incorporados à forma de aplicação do passe criaram verdadeiro folclore quanto a esta prática espírita, desfigurando a verdadeira técnica”.
"Os passistas passaram a se preocupar mais com os movimentos que deveriam realizar do que com o dirigir seus pensamentos para movimentar os fluidos."
Alguém, contudo, pergunta-nos qual é a fundamentação kardequiana para a postura acima referida, adotada há vinte e oito anos pelo Centro Espírita Luz Eterna e pelos formuladores do programa do COEM, dentre os quais se incluem além do Dr. Alexandre Sech, os nossos caríssimos amigos Dr. Célio Trujillo Costa e o professor Ney Paulo de Meira Albach.
O passe espírita origina-se das práticas de cura do Cristianismo Primitivo.
Poderíamos responder à pergunta mencionando um único autor: José Herculano Pires, que foi, no dizer de Chico Xavier, "o metro que melhor mediu Kardec".
Com efeito, Herculano é, ao lado de , Carlos Imbassahy, uma das poucas autoridades indiscutíveis em matéria de Doutrina Espírita.
Eis o que ele, a respeito do tema, escreveu ("Obsessão, o passe, a doutrinação", editora Paidéia, págs. 35 a “O passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos”. Origina-se das práticas de cura do Cristianismo Primitivo.
Sua fonte humana e divina são as mãos de Jesus.
“O passe espírita não comporta as encenações e gesticulações em que hoje o envolveram alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista”.
“Todo o poder e toda a eficácia do passe espírita dependem do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo”.
Os passes padronizados e classificados derivam de teorias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas de um passado há muito superado.
Os Espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas apenas a prece e a imposição das mãos.
"Toda a beleza espiritual do passe espírita, que provém da fé racional no poder espiritual, desaparece ante as ginásticas pretensiosas e ridículas gesticulações."
Mas, considerando seja isso insuficiente, lembremos algumas passagens extraídas da obra de Kardec, que sempre utilizou a expressão médium curador em lugar de médium passista e que, quando trata do assunto, se refere tão somente à imposição de mãos:
1) Em "O Livro dos Médiuns", capítulo XIV, item 176, o Codificador do Espiritismo consigna a seguinte instrução dada pelos Espíritos: "Se você magnetiza com o fito de curar, por exemplo, e invoca um bom Espírito que se interessa por você e pelo doente, ele aumenta sua força e sua vontade, dirige seu fluido e lhe dá as qualidades necessárias" .
  Não são as mãos do passista que dirigem o fluido,mas o Espírito que vem em seu auxílio
Está dito aí, com a maior clareza possível, que não são as mãos do mé¬dium passista que dirigem o fluido, mas sim o Espírito que vem em seu auxílio, o qual sabe melhor do que o encarnado qual a necessidade específica do enfermo beneficiado pela imposição de mãos.
 Em "Obras Póstumas" (Manifestações dos Espíritos, itens 52 e 53), Kardec diz que "a faculdade de curar pela imposição das mãos deriva evidentemente de uma força excepcional de expansão, mas diversas causas concorrem para aumentá-la, entre as quais são de colocar-se, na primeira linha: a pureza dos sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o desejo ardente de proporcionar alívio, a prece fervorosa e a confiança em Deus; numa palavra, todas as qualidades morais".
E acrescenta: "A ação fluídica, ao demais, é poderosamente secundada pela confiança do doente, e Deus quase sempre lhe recompensa a fé, concedendo-lhe o bom êxito".
No número de janeiro de 1864 da "Revista Espírita" (Edicel, ano de 1864, pág. 7), Kardec inseriu uma mensagem de Mesmer (Espírito), recebida na Sociedade Espírita de Paris em 18-12-1863, em que o aludido Espírito analisa a questão das curas através do magnetismo animal e do magnetismo espiritual. Mesmer diz ali que Deus sempre recompensa o humilde sincero que pede a ajuda espiritual, enviando-lhe o socorro para que ele possa auxiliar o enfermo.
"Esse socorro que envia são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium de seu fluido benéfico, que é transmitido ao doente", afirma Mesmer.
 E acrescenta: "Também é por isto que o magnetismo empregado pelos médiuns curadores é tão potente e produz essas curas qualificadas de miraculosas, e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium; ao passo que o magnetizador ordinário se esgota, por vezes em vão, a fazer passes, o médium curador infiltra um fluido regenerador pela simples imposição das mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos".
 No número de setembro de 1865 da "Revista Espírita" (Edicel, ano 1865, pág. 254), o Codificador ensina: "Se a mediunidade curadora pura é privilégio das almas de escol, a possibilidade de suavizar tos sofrimentos, mesmo de os curar, ainda que não instantaneamente, umas tantas moléstias, a todos é dada, sem que haja necessidade de ser magnetizador.
O conhecimento dos processos magnéticos é útil em casos complicados, mas não indispensável.
 Como a todos é dado apelar aos bons Espíritos, orar e querer o bem, muitas vezes basta impor as mãos sobre a dor para a acalmar; é o que pode fazer qualquer um, se trouxer a fé, o fervor, a vontade e a confiança em Deus. É de notar que a maior parte dos médiuns curadores inconscientes, os que não se dão conta de sua faculdade, e que por vezes são encontrados nas mais hu¬mildes posições e em gente privada de qualquer instrução, recomendam a prece e se entreajudam orando. Apenas sua ignorância lhes faz crer na influência desta ou daquela fórmula".
Vistas as diversas colocações de Kardec sobre o tema, resta-nos observar que a leitura atenciosa dos Atos dos Apóstolos comprovará a correção da postura assumida por J. Herculano Pires. A prece feita por Pedro, rogando a Deus lhe concedesse a ele e aos seus companheiros o poder de, estendendo as mãos sobre os enfermos, curar as enfermidades (Atos, 4:30), foi plenamente atendida, conforme mostram inúmeros fatos relatados em Atos dos Apóstolos (5:12, 6:6, 9:17, 19:6 e 28:8) e no Evangelho segundo Marcos (5:23 e 16:15 a 18), visto que Lucas, o autor de Atos, nos informa que "pelas mãos dos apóstolos se faziam muitos milagres e prodígios entre a plebe", sem fazer qualquer referência a passes padronizados, longitudinais, rotatórios, de dispersão ou de varredura.

P.Moryah.









quarta-feira, 7 de setembro de 2011

HOMOSSEXUALISMO o debate continua

O Espiritismo, não sendo uma religião tradicional, não prescreve estilos de vida nem tem listas de comportamentos proibidos ou permitidos. A homossexualidade não foi objecto de estudo na Codificação Espírita. No entanto, é impossível ignorar que milhões e milhões de pessoas possuem essa orientação sexual. Condenar está evidentemente fora de questão, porque a Doutrina Espírita segue a moral cristã, que põe o amor ao próximo acima de qualquer outro valor moral. O Espiritismo não opta também por ignorar o assunto, e, como doutrina de livre pensamento, aceita este como tema de debate. A Humanidade está ainda longe de entender o porquê da orientação sexual homossexual. Mas o Espiritismo ajuda a fazer luz sobre a questão.
Para que não passe despercebido o Editorial da Revista Espírita online "O Consolador":
Na questão sexual, o que se deve evitar é a promiscuidade
Há no meio espírita quem entenda ser precipitada e pouco caridosa a divulgação da ideia de que uma mudança na orientação sexual é possível, por meio de tratamento psicológico, às pessoas que transitam pela experiência da homossexualidade.
É preciso, porém, entender que esse pensamento não surgiu do nada e que há dois autores, ambos médicos e bastante conceituados, que se manifestaram a respeito.
Um deles é o Dr. Robert Spitzer, psiquiatra americano, docente na Universidade Colúmbia, que apresentou à Associação Americana de Psiquiatria, dez anos atrás, em 2001, um estudo no qual afirma que 66% dos homens e 44% das mulheres por ele tratados conseguiram, efetivamente, com sua ajuda, mudar de orientação sexual, passando de homossexuais a heterossexuais.
O outro autor é o conhecido médico e confrade Dr. Jorge Andréa, que escreveu em 1980, ou seja, muito antes do estudo do Dr. Spitzer, que é, sim, possível ao homossexual que o queira ter um relacionamento estável com pessoas de sexo diferente. Para consegui-lo, é necessário em primeiro lugar, além da vontade, que se abstenha dos relacionamentos homossexuais.
Ao divulgar o pensamento acima não queremos com isso dizer que seja a homossexualidade uma doença, ou um desvio de conduta, ou simples opção sexual.
Não; a homossexualidade, tal como já o declarou a Organização Mundial de Saúde, não é doença, e exatamente por isso é que não devemos utilizar o vocábulo “homossexualismo” mas sim homossexualidade, quando nos referimos ao tema.
Todas as questões que envolvem a sexualidade estão, em verdade, intimamente ligadas à alma – ou Espírito encarnado – e nada têm que ver, no tocante a suas causas, com o corpo.
O Espírito, como aprendemos na doutrina espírita, pode reencarnar em um corpo de homem ou de mulher e, quando está desencarnado, pouco lhe importa isso, pois o que o guia – segundo o Espiritismo – são as provas pelas quais haja de passar
Ao longo dos milênios, o Espírito passa por fieira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas. O homem e a mulher serão, assim, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta.
Em face disso, o Espírito em trânsito da experiência feminina para a masculina, ao envergar o corpo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, embora esteja reencarnando em corpo masculino, verificando-se o mesmo com referência à mulher em idêntica situação.
A transição a que nos referimos faz parte do processo evolutivo, mas Emmanuel e outros autores respeitados em nosso meio informam também que o homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, pode ser, em muitos casos, induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos. Evidentemente, o mesmo pode ocorrer com a mulher que tenha agido de igual modo.
Esse fato, chamado por muitos – inclusive por Chico Xavier – de inversão sexual, em que uma alma feminina enverga um corpo masculino, e vice-versa, pode dar-se também nos casos em que Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores espirituais a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem. Emmanuel refere-se a isso no seu livro Vida e Sexo.
O assunto, obviamente, não escapou a Allan Kardec, que aditou ao caso uma informação muito importante, conforme podemos ler na Revista Espírita de 1866, págs. 2 a 4.
Segundo o Codificador do Espiritismo, a influência que o Espírito encarnado sofre do organismo não se apaga imediatamente após a destruição do invólucro material, assim como não perdemos instantaneamente os gostos e os hábitos terrenos. Pode acontecer, então, que o Espírito percorra uma série de existências no mesmo sexo, o que faz com que durante muito tempo possa conservar, na erraticidade, o caráter de homem ou de mulher, cuja marca nele ficou impressa.
Se essa influência se repercute da vida corporal à vida espiritual, o fato se dá também quando o Espírito passa da vida espiritual para a corporal. Assim, numa nova encarnação trará ele o caráter e as inclinações que tinha como Espírito. Mudando de sexo, poderá então conservar os gostos, as inclinações e o caráter inerentes ao sexo que acaba de deixar, o que explica o fato de existirem mulheres másculas que se comportam como verdadeiros homens, e vice-versa, independentemente de manterem ou não relações homossexuais.
Voltando ao tema inicial, observe-se que nenhum dos autores mencionados falou em mudança de condição na totalidade dos casos. No caso dos homens que procuraram o Dr. Spitzer, o percentual não passou de 66% e, quanto às mulheres, foi ainda menor.
Ora, não é difícil, à vista das informações acima, entender por que isso se dá, pois é bem provável que o fato só seja realmente possível nos casos em que se verifica a chamada transição normal citada por Kardec, Emmanuel e outros autores.
Nos casos de inversão sexual, sobretudo os motivados por processos expiatórios, é evidente para nós espíritas que essa mudança não é desejada por ninguém, nem será possível. Em apoio a este pensamento podemos lembrar aqui o caso de um conhecido apresentador de TV, recentemente falecido, que contou ao público a conversa que teve com Chico Xavier. Segundo ele relatou, seu caso era um desses chamados de inversão sexual: corpo de homem, psicologia feminina. Chico Xavier lhe teria, então, recomendado ater-se a um relacionamento homossexual estável, evitando a promiscuidade, porque essa, sim, é que deveríamos rejeitar sempre, parta ela de heterossexuais ou de homossexuais


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sábado, 3 de setembro de 2011

MEDIUNIDADE EM EPOCA DE TRANSIÇÃO

Na fase de transição que ora vivenciamos, tudo está instável, como em análise.
 É como acontece durante a reforma de um edifício.
 Materiais são avaliados, retirados e atirados fora.
 Outros são aproveitados na nova construção.
É possível perceber em tudo uma espécie de aceleração, de recrudescimento dos acontecimentos na movimentação da própria vida, como a indicar que o momento não mais comporta acomodação nem omissão.
A hora é de decisões e de atitudes.
Ou cuidamos para que nossos “materiais” espirituais e vivenciais estejam em condições de ser aproveitados na nova construção, ou nos conformamos em ser atirados fora, ficando a aguardar novas primaveras no bojo do tempo, tendo em vista o crescimento que, neste momento de transição, é exigido de todos nós.
Podemos entender também que situação semelhante acontece com relação à mediunidade, ou melhor, à sua prática.
Daí este convite para refletirmos juntos, avaliarmos, repensarmos e buscarmos novos e melhores caminhos.
Conforme alertam irmãos maiores, há muitas coisas a mudar, outras a reforçar e outras ainda a eliminar para que as comunicações entre os dois mundos venham a cumprir mais amplamente as suas sublimes finalidades.
Sem qualquer intenção de orientar, tendo em vista a nossa insuficiência, queremos apenas alertar, amparados nas informações e exortações provenientes da dimensão espiritual.
Vamos então refletir juntos?
Poderíamos comparar as práticas espíritas a uma carroça puxada pelos progressistas, tendo na retaguarda os ortodoxos pisando fundo no freio.
Na verdade, tal composição é importante para que essa carroça não corra depressa demais, podendo perder-se nos descaminhos.
Mas como todo excesso é prejudicial, entendemos que os do freio estão pisando fundo demais, travando um progresso mais que necessário.
Então vamos encontrar um movimento espírita atuando, em muitas das suas ações, no mesmo formato de 40 anos atrás.
Se, conforme a codificação do Espiritismo, já estamos ensaiando os primeiros passos nessa transição de “provas e expiações” para “mundo de regeneração”, devemos lembrar que transição pede mudanças. Assim, o que é necessário fazer?
Permanecer como antes ou participar ativamente para que ela se dê mais depressa e de forma mais fácil?
Surge então uma pergunta: o que é necessário mudar?
“Sem exageros, vivemos um tempo em que as comportas mediúnicas, a despeito de estarem em plena movimentação, não permitem que a linfa cristalina da imortalidade goteje com a necessária abundância por suas frestas, para dessedentar o homem aprisionado ao deserto das paixões materiais...”
“Vivemos uma nova proibição mosaica como a do Velho Testamento!
 Proibição essa mais nociva que a dos velhos textos hebreus, porque não se faz por decretos formais, passíveis de serem revogados, mas sob a coação impiedosa do preconceito sutil, das convenções estéreis e de sofismas aprisionantes – hábitos de difícil extirpação da mente humana.”
“Um clamor ao serviço abnegado e consciente na regeneração da humanidade em ambas as esferas de vida, formação de frentes corajosas de amor, tarefas maiores de libertação e asseio psíquico da Terra.
 Eis os desafios delegados pelo Cristo a todos que O amam.
Desafios que, em muitas oportunidades, são substituídos pela atitude impensada da acomodação...”
“Enquanto inúmeros aprendizes da mediunidade optam pelo fascínio da mordomia para servirem, preferindo o serviço mediúnico distante do sacrifício e nos braços do convencionalismo, Jesus conta com os destemidos, dispostos à segunda milha das ações que ultrapassam o comodismo inspirado na rigidez da pureza filosófica.”
“O sentimento da imortalidade precisa ser construído na intimidade do homem reencarnado.
É instrução a serviço da espiritualização.
Essa instrução, no entanto, carece de aplicação prática que retrate quanto possível a realidade imortal.
Daí o imperativo de vivências mediúnicas incomuns, para além dos rígidos padrões de segurança e utilidade consagrados pela comunidade doutrinária.”
Diante disso presisamosobservar algumas situaçãoes que presisam ser repensadas
1- acultura do milindre nos meios espiritas gerou situações em que o medium se nega a receber espirito mais elevado, para não acabar sendo "fritado" peloscompanheiros do  grupo, quando deveria ser fiel ao mandato que lhe confiaram, mesmo que isto significasse o calvário.
2 – Os grupos mediúnicos deveriam trabalhar intensamente para erradicar os melindres.
 Além de prejudiciais aos próprios trabalhos, escondem em seu bojo o orgulho e a vaidade.
3 – Enquanto alguns médiuns se sentiriam inflar de vaidade por “receber” espíritos ilustres, outros adotam a cultura da indignidade que vige nos meios espíritas: “Quem sou eu para receber tal espírito?”, “Imagine eu psicografando com espíritos como fulano ou sicrano”...
Será que o melindre, a vaidade ou a cultura da indignidade poderão servir aos propósitos evolutivos da espiritualidade?
Não seria mais coerente os médiuns e os grupos mediúnicos se esforçarem mais pelo próprio crescimento interior, a fim de se apresentarem como instrumentos adequados a comunicações com espíritos de mais elevada estirpe?
 Certamente é o caso de esses grupos começarem a desenvolver mais ações e de forma mais intensa, visando melhorar o nível espiritual dos seus membros para que os comunicantes possam encontrar instrumentos à altura.
Um grupo mediúnico que consiga eliminar os melindres, gerar afetividade entre seus membros e realizar, ao término de cada sessão, análise das manifestações, com sinceridade, mas com muito amor, evitará que seus médiuns se façam portadores de mistificações e de animismo em níveis prejudiciais.
Na verdade, há muitas coisas a serem repensadas, outras a serem mudadas, e outras ainda a serem aprendidas, para que as comunicações entre nós e o mundo espiritual venham a cumprir mais amplamente as suas sublimes finalidades.
P.Moryah.