quarta-feira, 8 de junho de 2011

SER OU NÃO SER ?


De vez em quando encontramos um irmão hesitante entre não continuar ou prosseguir na Doutrina Espírita.
Ou ainda aqueles que, não encontrando o que estavam buscando, "desertam" em busca de ilusões materialistas onde possam satisfazer suas vontades, não importando o que Jesus deixou como herança para a Humanidade, ou seja, uma "Formula de Bem Viver", inserida no Novo Testamento e em o "Evangelho Segundo o Espiritismo".
Este último, esclarecendo com nitidez as palavras do Messias não dando azo a interpretações dúbias.
Muitos desses irmãos adentram um Centro Espírita pela dor
Aconselhados por espíritas ou outras pessoas que foram beneficiadas pelos fenômenos mediúnicos ou pela momentânea fé que se fez presente por alguns momentos tendo como resultado, uma cura de curta duração quando o mal é de origem espiritual.
Digo curta, pois, geralmente, as pessoas não buscam se reformar intimamente e, certamente, terão suas mazelas de volta em pouco tempo.
Se houver persistência na luta contra os vícios morais e materiais que todos nós carregamos, teremos uma qualidade de vida material e espiritual bem melhor até o desencarne e após ele.
No Capítulo XXIV do "Evangelho Segundo o Espiritismo", CORAGEM E FÉ, item 15, há uma frase que se destaca no texto: "aqueles que tiverem medo de se confessarem discípulos da verdade, não são dignos de serem admitidos no reino da verdade".
O sincretismo religioso ainda é bastante visível nos centros espíritas espalhados pelo Brasil. Influenciados que foram durante séculos por dogmas criados pela Igreja Cristã e a seguir Católica, as pessoas acomodadas em apenas ouvir, durante séculos sofreram lavagens cerebrais e, agora, apenas após 150 anos de Codificação do Espiritismo, essa herança ainda persiste.
Assim, das inúmeras criaturas que buscam as Searas Espíritas, poucos aceitam os ensinamentos com fervor e ali vão apenas à busca de lenitivo.
Outras, em menor número, aceitam com AMOR os ensinamentos cristãos sem as deturpações ou congruências que foram efetuadas na doutrina por interesses pessoais.
Infelizmente, conheci vários irmãos que labutavam no Espiritismo, no intuito de apenas servir. Mas a coragem e entusiasmo dos primeiros momentos se arrefeceram ao verificarem que a continuidade voluntária na seara exigia uma reforma íntima que estavam longe de cumprir. Assim, preferiram enveredar ou continuar pela Porta Larga onde os prazeres da carne onde poderiam ser atendidos "sem culpa".
O Espiritismo, ao contrário das outras religiões, nada proíbe; apenas esclarece e alerta para as conseqüências dos defeitos (ou males) morais e materiais se estes não forem extirpados ao longo de muitas encarnações.
Naturalmente, o "candidato a espírita" ao tomar conhecimento que os vícios materiais - álcool, fumo, luxúria etc. e os vícios morais: o ódio, o rancor, o orgulho, o ciúme e assim por diante e, principalmente que "Fora da Caridade não há Salvação" e "Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente à razão, em todas as épocas da Humanidade" (Allan Kardec); e que deverá espontaneamente praticar a uma REFORMA ÍNTIMA, como disse no início deste artigo, "desertam", pois acha não ter forças de abandonar ou pelo menos atenuar, os prazeres quão a vida oferece através da "Porta Larga".
Assim, como o avestruz, coloca a cabeça em um buraco para não ver o que se passa a sua volta, pensando assim escapar de seus inimigos ou da realidade, ou seja, DA VERDADE.
Esses "desertores" não conseguem ver o que a vida lhes se apresenta.
E, assim, como "auto-hipnotizados" tentam acreditar que minutos antes de morrer(desencarnar) basta se arrepender para ter perdoado seus pecados e, assim, ganhar o reino dos céus.
Triste ilusão.
A estatística mostra que uma grande porcentagem de católicos no Brasil acredita na reencarnação.
Isso se dá em razão do Espiritismo e de religiões outras de origem orientais e afro-brasileiras; apesar de não cultuarem a doutrina de Jesus (nem todas) acreditam e se baseiam na vida após a morte e a volta do espírito para resgate de seus erros do pretérito.
Além disso, foram muitos os pioneiros do Espiritismo que influenciaram Regiões inteiras do Brasil, apesar da população mesclar o Espiritismo com o Catolicismo, Umbanda, Candomblé etc., daí o sincretismo.
Mesmo assim, com a fotografia de Eurípedes Barsanulfo na parede (fato comum em cidades e vilas do Triângulo Mineiro) que chamam de "seu Euripes" e Francisco Cândido Xavier começar a ocupar as paredes de muitos "devotos", a população de uma maneira geral, salvo exceções, freqüentam o Centro local e a Igreja.
Continuam a batizar seus filhos, ir a missas e casar como manda a tradição.
Tudo isso se deve a falta de estudo e de uma educação mais apurada.
É interessante se observar que as pessoas aceitam a reencarnação com naturalidade, pois instintivamente, observando a natureza e, ouvindo palestras de pessoas estudiosas que se dedicam a divulgar o Espiritismo, pouco a pouco vão se acomodando as lições da Codificação, mas insistem em manter tradições milenares.
Ainda mencionando o mesmo capítulo do Evangelho (XXIV), agora em seu item 16, destacamos a frase final: "Semeiam na Terra o que colherão na vida espiritual; lá, colherão os frutos de sua coragem ou de sua fraqueza". Cabe aos dirigentes espíritas se conscientizarem de que não devem levar em "banho-maria" a falta de conhecimentos dos freqüentadores dos Centros, com medo de estes não mais voltem.
Com essa atitude (muito comum) estarão atrasando o avanço da Doutrina.
O dirigente deve e tem o dever de se aprofundar nos estudos para repassar aos ouvintes o conhecimento que adquirir e não ter nenhum receio de tocar em assuntos "nevrálgicos" como os dogmas criados pela Igreja que levaram a tradições e cultos exteriores, práticas estas, que não existem na Doutrina Espírita.

P.Moryah.



quarta-feira, 1 de junho de 2011

FANATISMO ESPÍRITA


Há pessoas que superestimam uma idéia ou grupos de idéias com tal passionalidade que nem ouvem ou não entendem o que outros indivíduos dizem ou escrevem, contrariamente às suas idéias; negam-se a admitir idéias por mais racionais que sejam; são pessoas fanáticas.

O adágio popular brasileiro diz que religião e futebol não se discutem, exatamente porque as pessoas polarizam sua afetividade para uma seita religiosa ou para o clube de seu coração e, consequentemente, as discussões religiosas são improfícuas e, algumas vezes, perigosas, tal a irracionalidade com que as pessoas defendem seus pontos de vistas sem enxergar ou ouvir o ponto de vista do outro e podem chegar à agressão física...

Infelizmente, algumas pessoas que se dizem espíritas estão seguindo o mesmo caminho das seitas religiosas e tornam-se fanáticas. Basta que se questionem idéias de um Espírito, seu preferido, tornam-se extremamente agressivas, embora sem perder a pose e a linguagem melíflua, pseudo-evangélica e, curiosamente, rotulam as pessoas que delas discordam de obsidiadas, num claro mecanismo que os psicanalistas chamam de projeção, isto é, projetam no outro àquilo que é dele próprio...
Enfim, os exemplos multiplicar-se-iam no mesmo estilo, ficaria cansativo citá-los.

O Espiritismo é uma Doutrina, com bases científicas e conseqüências religiosas, mas não é uma religião como opinamos. A excelência da Doutrina Espírita é que ela é racional e, por isso mesmo, não aceita dogmas, só admite como doutrinário aquilo que passe pelo crivo da razão e pelo criterium da concordância. Portanto, é inconcebível o fanatismo em um adepto do Espiritismo, mas desgraçadamente ele existe em alguns que se intitulam espíritas!...

Há vários tipos de fanáticos nos Centros Espíritas: aquele que procura o Centro unicamente para receber passes e acredita que eles lhes são benéficos, no entanto, não se observa nele nenhuma transformação íntima; muitas vezes, continuam sendo pessoas egoístas, rancorosas, agressivas, apesar dos passes. Julgam que indo ao Centro regularmente, sem faltar um só dia, e recebendo seus passes, estariam quites com DEUS e ponto final !...

Outro tipo de fanático é aquele que procura o Centro unicamente para levar "água fluidificada" para casa e alguns mesmo pasmem-se, levam seus familiares para um "banho de ervas" aconselhado por um dirigente "espírita". Ora, nada temos contra quem é adepto da Umbanda, Candomblé, etc., mas confundir-se Espiritismo com tais denominações é, no mínimo, ignorância das obras básicas do Espiritismo...

Outros, ainda, que se dizem espíritas, colocam defumadores em suas casas, querendo com isso afastar os maus espíritos; seria a "fumacinha" quem afastaria os maus espíritos. Ora, um espírito inferior, mas inteligente, desencarnado, acreditará que uma "fumacinha" lhe fará mal?! Certamente que não, inclusive tais espíritos estimularão a crendice das pessoas que se utilizam de tais rituais para se divertirem. Neste aspecto é trágico vermos homens inteligentes admitirem que a "fumacinha" funciona, porque os Espíritos inferiores assim o acreditariam!!...







terça-feira, 24 de maio de 2011

NOVO TEMPO 3



CASA DO CAMINHO

Participei no ultimo domingo (22.05.2011), No Centro Espirita a Casa do Caminho, de um curso de reciclagem para passistas, promovido pelo Primeiro C R E, que congrega as casas espiritas de Icoarací e Outeiro Pa.
Não posso negar a minha felicidade! Com a realização deste evento e com os resultados obtidos, em termos de conteúdo, confraternização, além do expressivo crescimento na organização e elaboração deste tipo de evento, que anteriormente não dava ao trabalhador a oportunidade de se expressar, colocar as suas dúvidas, e até seus erros para poderem ser corrigidos, o que invariavelmente fazia sempre o evento descambar para acusações entre trabalhadores e dirigentes.
Ninguém pode neste sentido, tirar o mérito da nova coordenação destes eventos do C R E, que desde que assumiu mudou completamente esta realidade, passado as informações, o debate e a troca de experiência, exatamente para quem vive no dia a dia a prática dos problemas e das dificuldades encontradas, implementado novas técnicas de dinâmica de grupo, que mantém todos ligados e participativos mesmo com os horários estourados, de parabéns a coordenação, e que continue assim nos próximos eventos já previsto!
Eu que sempre fui um batalhador, para que estes cursos promovidos pela U E P Pudessem ser implementados nas regiões de cada CRE, levando a doutrina cada vez mais de encontro ao povo, e cada vez menos o povo andar atrás da doutrina, tenho a lamentar a penas o pouco caso que ainda é dado por alguns dirigentes, que teimam em não prestigiar eventos realizados em outras casas espiritas que não a sua, porém entendo que querer a presença de todos, unidos em torno de um só objetivo, sem esta bobagem vaidosa de um ainda querer ser melhor do que o outro, neste momento, ainda é querer demais!
Mais a luta continua, as coisas tem mudado a olhos visto, já estivemos bem mais longe, os trabalhadores estão estudando mais “ E QUANDO OS COMANDANTES PERDEM O CRÉDITO, OS COMANDADOS PERDEM O RESPEITO!”