sexta-feira, 30 de julho de 2010

O PODER NO CENTRO ESPÍRITA

Transcrito do livro Centro Espírita - Tendências e Tendenciosidades de Cezar Braga capítulo II

No atual estágio que atravessa o nosso planeta, onde quer que existam seres humanos convivendo, haverá uma relação de poder, existirá uma escala hierárquica, acatada de comum acordo ou imposta segundo os valores e tradições da cultura do lugar e da instituição a que se pertença.

De acordo com a Codificação, a única sujeição que deve existir é a de natureza intelecto - moral. Os caracteres intelectuais se revelam no conhecimento doutrinário e os morais na aplicação desse mesmo conhecimento, dentro e fora do centro espírita.

O escritor Hermínio C. Miranda (livro Diálogo com as Sombras) recorda que: "Liderar é coordenar esforços, não impor condições." E prossegue dizendo: "Num grupo espírita, todos são de igual importância." Quando assumimos uma função no centro espírita que freqüentamos e com o qual nos sintonizamos, não devemos confundir-nos com ela, que é temporária e circunstancial. Cada um de nós é um espírito imortal- eis o que "somos" de fato. A função exercida é aquela em que "estamos".

Transcrito do livro Centro Espírita - Tendências e Tendenciosidades de Cezar Braga capítulo I

O amor à casa reflete-se também, e principalmente, no amor aos companheiros de causa. De acordo com o escritor Pedro Demo (livro Pobreza Política), participação implica em legitimidade, ou seja, terem o direito de opinar, sugerir e fazer as devidas críticas os que, legitimamente, estão empenhados nos labores do centro. Essa participação, contudo, deve ter o sentido de adicionar elementos para a reflexão do grupo, sem a pretensão de que tudo o que falarmos seja acolhido como o único caminho a ser seguido. Participação implica também em representatividade, pois os que assumiram de boa vontade funções na diretoria, conselhos, departamentos, etc., falam representando os setores aos quais estão vinculados.

Pode haver legitimidade sem representatividade: A pessoa representa a si mesma e não qualquer departamento. Suas credenciais são os seus esforços em prol da harmonia do grupo e do bom funcionamento do centro espírita como um todo.

Pode haver representatividade sem legitimidade: A pessoa tem algum cargo ou função no centro espírita, mas apenas faz parte, pois muito pouco ou quase nada realiza.

Será sempre de bom alvitre sondar as expectativas, impressões e percepções dos que permanecem à margem dos trabalhos sem maiores comprometimentos. Não para fazer um Espiritismo à moda deles ou de quem quer que seja, mas porque o nosso objetivo será sempre o de incluir, aproximar, desfazendo qualquer sentido de casta ou grupo hierárquico, dentro deste recanto de convivência fraterna que é o centro espírita.

Transcrito do livro Centro Espírita - Tendências e Tendenciosidades de Cezar Braga capítulo II

Divaldo Pereira Franco (livro Diálogo), dialogando com dirigentes e trabalhadores espíritas, analisou o fenômeno da liderança autocrática e afirmou categoricamente: "Parece-me que alguns líderes, em nosso labor, ou melhor, certos trabalhadores mais interessados, ainda não compreenderam que se devem apagar para que apareçam as metas, para que a Doutrina brilhe." Complementando o que disse o médium baiano, Ivan René Franzolim (livro Como Administrar Melhor o Centro Espírita Através das Pessoas) afirma que administrar não pode mais ser confundido com mandar. Ninguém é dono do poder dentro do movimento espírita, porque esse não tem a mesma conotação daquele exercido e legitimado nas diversas instituições do mundo, até mesmo em algumas de caráter religioso. Precisamos evitar certos vezos(costumes) que acabam nos levando a criar padrões hierárquicos e normas baseadas em nossa própria maneira de encarar a vida. Criamos uma segunda doutrina, a doutrina dos espíritas em detrimento da Doutrina dos Espíritos, inclusive atribuindo a Kardec e aos Espíritos Superiores, coisas que eles nunca disseram ou jamais teriam dito.

"A autoridade do presidente é puramente administrativa. Dirigirá as deliberações do comitê(assembléia/conselho), cuidará da execução dos trabalhos e do despacho dos negócios, mas, fora das atribuições que lhe são conferidas pelos estatutos, não poderá tomar nenhuma decisão sem consultar o comitê(assembléia/conselho). Desse modo, evitam-se os possíveis abusos, os motivos de ambição, os pretextos de intriga e inveja e a supremacia que desagrada." Se Allan Kardec fala de ambição, intriga e inveja, não é apenas por conhecer a natureza humana, como por certo a conhecia. Mas por saber que esses sentimentos sempre estiveram presentes nas instituições que o homem criou, determinando, muitas vezes, a derrocada delas.

Ao mesmo tempo, é também muito triste constatar que existem companheiros que assumem uma postura democrática aparente. Abrem espaços para um suposto trabalho em equipe, mas permanecem nos bastidores do centro espírita manipulando os companheiros de ideal. A questão é que todo um trabalho pode ser comprometido quando nos calamos, devendo falar e omitimo-nos, devendo participar. Ficamos a distância, criticando alguém e ou uma situação que poderia estar diferente, se usássemos de sinceridade.

Transcrito do livro Centro Espírita - Tendências e Tendenciosidades de Cezar Braga capítulo III

É perfeitamente possível e necessário compartilharmos decisões, democratizarmos o planejamento, ouvirmos uns aos outros, deduzindo sob a inspiração dos bons espíritos e do bom senso dos encarnados, os rumos que o centro deva tomar. No entanto, a diluição repentina da hierarquia à qual o grupo está habituado, poderá comprometer o bom andamento das tarefas e até gerar um abandono das mesmas. O que não impede os companheiros de tomarem algumas iniciativas nos departamentos dos seus centros, verificando, por meio de experiências, a viabilidade de se implantar modelos alternativos de gestão.

Um mínimo de hierarquia ainda é necessária, pois se considerarmos as dificuldades que muitos de nós ainda temos em administrar a nossa própria vida, que dirá implantarmos um processo de autogestão de forma repentina no centro espírita.

Entenda-se hierarquia aqui não como subordinação a pessoas, mas a um estatuto, a prazos, horários, objetivos e princípios traçados de comum acordo, sem que nos escravizemos a regras.

É, exatamente, isso que nos sugere o Espírito Emmanuel (livro Pão Nosso) ao dizer que: "As convenções definem, catalogam, especificam e enumeram, mas não devem tiranizar a existência. Lembra-te de que foram dispostas no caminho a fim de te servirem. Respeita-as, na feição justa e construtiva; contudo, não as convertas em cárcere ".







quinta-feira, 29 de julho de 2010

SOB O ATAQUE DE ESPIRITOS INFERIORES

Precisamos estudar e debater profundamente este tema (segundo Jesus: conhecereis a verdade e ela vos libertará), pois a realidade tem nos mostrado que diversas casas espíritas estão sendo vítimas de ataques ardilosos de espíritos inferiores que estão fascinando os dirigentes destas casas, utilizando-os como ferramentas de ataque aos ensinamentos de Kardec ( Kardec já previa este fato em seus estudos: Espíritas instruí-vos e amai-vos), deixando-se levar pela fascinação e introduzindo dentro dos Centros Espíritas práticas condenadas pela doutrina e oriundas de outras seitas e ainda negando -se a realizar estudos da doutrina ou destruindo os que existem em nome de uma falsa filosofia de que o importante é só estudar o evangelho e fazer caridade ao próximo, mas se isto fosse solução as igrejas antigas já teriam transformado a maioria dos habitantes deste planeta em santos, pois prega isto a centenas de anos.

Os dirigentes espíritas estão sendo explorados pelos espíritos inferiores no ponto fraco de nossas personalidades, pois desejamos fazer milagres, realizar curas físicas e libertar pessoas de suas obsessões ( isto dá muita popularidade ) e esquecemos que o objetivo principal de um centro espírita é o esclarecimento pelos ensinamentos dos espíritos contidos na doutrina de Kardec, a fim de que possamos nos libertar do julgo da matéria e não precisarmos de nenhum Centro Espírita, dirigente, médium ou espírito dizendo-nos o que fazer com nossas vidas.

Precisamos estudar detalhadamente a doutrina dos espíritos e entender e praticar seus preceitos, a fim de que possamos trabalhar a nossa evolução espiritual e buscarmos no Centro Espírita apenas um local onde possamos aprender, pesquisar e desenvolver nossos conhecimentos sem necessidade de considerá-lo um oráculo, um hospital ou uma casa de oração. Apenas uma casa de estudos e fraternidade entre irmãos de mesma fé.


QUALIDADE NO CENTRO ESPÍRITA

Baseado no livro centro espírita - tendências e tendenciosidades - Cesar Braga Cap. VI.

Qual o produto oferecido pela Casa Espírita?

Em primeiro lugar o estudo doutrinário que nos levará aos demais objetivos, os métodos para que a mensagem espírita seja melhor compreendida.

Há que se cuidar dos recursos técnicos que facilitem a assimilação dos conteúdos, sem jamais descuidar do envolvimento fraternal.

No Centro Espírita, a motivação para o trabalho reside no formidável salário que recebemos em forma de paz da consciência, satisfação de estar servindo aos irmãos em humanidade, a alegria de transformar o assistido em prestador de assistência.

Não podemos esquecer que no Centro (empresa do Evangelho) não existem demissões e a possibilidade de ascensão é aberta a todos.

Kardec estabeleceu como indicador de qualidade no Centro Espírita "a benevolência recíproca, o bem proceder, cumprindo-lhe, em todas as circunstâncias, colocar o bem geral acima das questões pessoais e do amor próprio " Livro dos Médiuns, perg. 436.

A qualidade total - propostas de melhoramento - só terá êxito se, antes, durante e depois das preocupações de ordem administrativa, cuidarmos da necessidade de nos amarmos.
O amor humaniza as relações dando a elas a qualidade da sinceridade, do bem querer, fazendo com que a Causa se sobreponha à Casa, o que impede a vaidade que leva pessoas a se julgarem donos do Centro.

O conhecimento doutrinário que estimula o amor nos impede de ver no companheiro que faz uma crítica justa um obsidiado, um fanático que precisa ser afastado das tarefas, considerando-o uma ameaça.





sábado, 24 de julho de 2010

FENOMENOS PARANORMAIS EM ICOARACI

 EM 28/9/2009

No último mês de maio, a família Batista, em Icoaraci, voltou a vivenciar um fenômeno que ainda não encontrou uma explicação capaz de satisfazer os cerca de 10 integrantes da família. Os colchõesde uma cama box queimaram todos de uma só vez. “Ninguém sabe dizer o que acontece”, diz Gonçala Batista, a matriarca da família, enquanto mostra a madeira chamuscada da cama. No quarto ao lado, Maria Ivete também aponta para os sinais de fogo que atingiram a parede e a cama. “Surge do nada”, diz ela.

Combustão espontânea, objetos que são arremessados de um lado a outro, copos e pratos que se quebram sem motivo aparente. Os exemplos são variados e mais comuns do que se pode pensar quando se fala em eventos paranormais. Não é difícil encontrar alguém que tenha uma história para contar. E o que antes era considerado apenas um ato de charlatanismo para os mais céticos ou uma demonstração da existência de forças ocultas pairando sobre a nossa existência terrena, já é estudado com seriedade pela ciência.

Um exemplo disso é que em julho a revista Superinteressante dedicou nove páginas ao tema. Em resumo, a publicação diz que a paranormalidade está “mais do que nunca no mundo da normalidade mesmo”. Será?

FOGO Em abril do ano que vem se completam três anos desde que a família Batista começou a viver os pesadelos da combustão espontânea em casa. A família morava na rua Juvêncio Sarmento, em Icoaraci, conhecida pelos moradores como 5ª Rua. O relato é de Rita Batista:

“Começou pela parte da noite. Voltávamos da igreja quando apareceu um foco de incêndio. Os objetos que inflamavam rápido apagavam num canto e outro aparecia pegando fogo no outro canto. Foi a noite inteira assim. Ninguém dormiu essa noite. Lá pelas seis da manhã colocamos os móveis todos na frente da casa. Um vigia passou e disse que estava tudo queimando. Perdemos oito colchões nesse dia, além de toda a roupa”.

Os fenômenos passaram a se repetir. Foram pelo menos quatro meses em que o fogo aparecia ‘do nada’. O vizinho Raimundo Nonato é testemunha. “Pegava fogo nos tijolos da casa. Trouxeram três padres de Marituba para olhar a história, mas o primeiro deles logo que chegou passou mal e caiu no chão. Eles não demoraram nadinha”, lembra.

Psicólogos também passaram pela casa para estudar o fenômeno. A mídia caiu em cima. A família se retraiu. Mudou de endereço. Hoje todos moram numa área da periferia de Icoaraci. Mas de vez em quando o fogo espontâneo faz uma visitinha.

Novena contra chuvas de pedras

Talvez o fenômeno que importunou a família Batista não seja tão espontâneo assim. Autor de dois livros sobre o assunto, o padre Jaime Pereira não acredita muito em fenômeno de outro mundo. “Normalmente é alguém da casa que libera uma energia e faz com que tudo aconteça. É alguém que está precisando de ajuda e pede socorro”, diz o padre. Segundo ele, já foi constatado que quando essa pessoa muda de casa, os fenômenos desaparecem ou se mudam junto com ela.

Com a família Batista ocorreu isso. E também com a família de Leda Maria de Souza Santos, de Mãe do Rio. Na casa dela, eram pedras que voavam de um lado a outro, sempre que o marido Edvaldo, o Baiano, ou a filha Emília estavam por perto. “Começou de noite na garagem da casa”, lembra Leda, hoje viúva com 67 anos.

Foram 24 horas de pedras surgindo dos mais diversos lados. “Teve uma pedra que bateu no vidro datelevisão. Outra apareceu numa jarra de vidro. Outras em copos e muitas batendo no telhado”, conta.

A solução foi religiosa. Leda Maria convocou algumas missionárias e promoveu sessões de novena em casa. Foram nove noites seguidas. As pedras pararam de incomodar. Não voltaram mais. A filha Emília mudou para Belém e, atualmente evangélica, se recusa a tocar no assunto. A casa foi alugada para a prefeitura. Ou seja, se pedras vierem, talvez não sejam um fenômeno sobrenatural e sim algum tipo de protesto da população, caso a administração municipal não corresponda às expectativas dos eleitores.

Aposentada acabou caso esbravejando contra visagem

>> Alzira de Melo, cuja família tinha as coisas reviradas em casa durante todas as noites: problema só resolvido após conversa dura comas ‘visagens’.

Em Belém, a aposentada Alzira de Melo Gonçalves viveu situação semelhante à da família Santos, de Mãe do Rio. “Um dia acordamos com as coisas todas espalhadas pelo chão, inclusive dinheiro. Pensamos que havia entrado ladrão, mas não levaram nada. Que ladrão é esse que espalha tudo e não rouba nada, pensamos”.

Foi só o início. Começariam as pedradas na parede e no telhado. Garrafas também caíam da mesa e vozes eram escutadas. “Um dia, a caixa de discos do meu filho foi jogada ao chão. Toda noite era isso”, lembra Alzira, de 76 anos.

Uma anciã saiu para visitar uma amiga. Deixou os três filhos em casa. Não demorou muito e os três surgiram esbaforidos e amedrontados, dizendo que as ‘visagens’ estavam fazendo um carnaval na casa.

Alzira voltou e, no caminho, próximo a uma ponte, decidiu ter uma conversa definitiva com os ‘autores’ do fenômeno. Foi algo mais ou menos assim: “Estou conversando com quem eu não sei, mas quero que parem com isso. Não mereço isso. Se for o demônio é bom saber que não estou com medo, porque estou com Deus. E se for para me matar, pode me matar, mas deixe meus filhos fora disso”.

Ao lado, o cachorro que acompanhava Alzira uivava e latia. “Parecia que estava vendo tudo”, lembra a aposentada. Se foi a conversa franca que teve com as ‘forças do além’ o que encerrou os fenômenos, Alzira não sabe explicar. Mas garante que nunca mais teve problemas.

“Primeiro temos que descartar a questão da fraude. E se for necessário, encaminhamos a família para uma espécie de terapia. Só em última instância é que buscamos explicações sobrenaturais”, garante o padre Jaime. “Se é natural ou não, nem quero saber. Só quero que não me perturbe mais”, resume Alzira.

fonte: (Diário do Pará)