sábado, 5 de junho de 2010

AS CORES DA ÁURA

O corpo humano cria à sua volta uma luz clara (esbranquiçada), é a consequência da movimentação da energia (bio energia). Esta luz é a aura material. Como um corpo vivo possui vibrações oriundas da qualidade e forma dos pensamentos humanos, o resultado destas vibrações é a aura espiritual. Esta Aura manifesta-se por cores e significados diversos.

Interpretação das cores;

Azul

Esta é a cor da paz de espírito, da tranquilidade e da calma. Os tons mais claros são indicadores de uma imaginação geradora e de grande capacidade intuitiva. Os mais escuros revelam a solidão e o isolamento. Este estado de espírito, indicado pelo azul-escuro pode ser um indicador da procura do divino. Os tons mais fortes do azul apontam para uma postura honesta e uma grande capacidade de avaliação. Finalmente as diferentes cores e tons de azul como se estivessem todas misturadas, são indicadoras de bloqueios a diversos níveis.

Cor-de-laranja

A cor alaranjada indica sentimentos fortes entre os quais estão a ambição e o orgulho. É a coragem, a alegria e grande sociabilidade. Ela indica a abertura espiritual a vários níveis, inclusivamente o astral. A combinação dos diversos tons laranja mostra-nos umas cores mais claras outras mais escuras. Essas combinações, podem revelar outras situações entre as quais sentimentos de medo ou preocupação e ainda de alguma vaidade.

Vermelha

É a cor das paixões violentas, da raiva e sensualidade. Refletem energias bastante poderosas e geradoras de vida. O vermelho indica grandes capacidades a nível mental. Afeta o sistema circulatório, bem como aparelho reprodutor. Indica ainda grandes capacidades de ordem mental. O vermelho manchado por diversos tons da mesma cor é ou pode indicar sentimentos descontrolados, agressividade e precipitação.

Cor-de-rosa

É a afeição e o amor. Indica compaixão e pureza. Sociabilidade, alegria e um sentimento de compartilhar o que a vida tem de bom. Necessidade de sentir que à sua volta tudo e todos se sintam bem. Normalmente, quando esta cor faz parte da aura, indica que se tratam de pessoas afáveis e de certa maneira com uma postura reservada e modesta. A mistura de diversos tons de rosa pode indicar sentimentos contraditórios, como verdade ou ausência da mesma.

Verde

Esta cor pode indicar sentimentos extremos que vão desde sensibilidade e grande compaixão até a motivações como o engano, o artifício e a rudeza. Pode ser a calma e a honestidade (entenda-se neste caso, honestidade como ser de confiança). As pessoas que possuem esta cor na sua aura geralmente são dotadas com a capacidade de curar. Os tons verdes escuros podem refletir, inveja, ciúme e doença física. Os verdes claros, educação, serenidade e paz.

Cinzento

Pode indicar uma procura do essencial no referente a capacidades extra sensitivas. Pode demonstrar estados depressivos, tristeza e também egoísmo. Os tons mais escuros do cinzento podem indiciar desequilíbrios físicos. Também são reveladores de uma vontade de não deixar nada por terminar. Os tons escuros ainda podem demonstrar mentira e hipocrisia. Os cinzentos-claros a angústia, o medo e a dúvida.

Preto

Esta cor, pode ser considerada com um coeficiente elevado de dificuldade na sua interpretação. Pode indicar tragédias, morte e doença. No entanto, também pode ser uma cor de proteção, purificação, auto limpeza e todas as formas de defesa em relação a males vindos do exterior, tal como invejas, pragas e mau-olhado. Pode indicar ainda formas de desequilíbrios. Finalmente, em função da própria pessoa poderá indicar, sentimentos de ódio, vingança e ação maléfica. Esta cor necessita de uma leitura muito cuidadosa

Branco

O branco pode-se considerar uma cor primária, uma vez que normalmente é a primeira a ver-se. É o conjunto interno de todas as cores e sempre que aparece, é associado a uma delas. O branco como cor de uma aura é a pureza, amor, caridade e todas as formas de transmitir algo de bom. Finalmente pode significar a abertura do espírito a uma maior criatividade. Uma cor branca azulada é sempre o conjunto de todos os sentimentos de bondade e amor.

Amarelo

Numa aura, esta cor é uma das primeiras e pode considerar-se das mais fáceis de ser detectada. O tom amarelo claro normalmente quando é visível à volta da cabeça junto à linha do cabelo é possível que indique optimismo. O amarelo significa a atividade mental. Pode indicar evolução, luz, sabedoria e intelecto. O amarelo é a capacidade e a clarividência, pode considerar-se como o despertar do ser para formas evoluídas de faculdades psíquicas e de uma elevada sensibilidade.

Finalmente, os diversos tons de amarelo, como se estivessem manchados, podem indicar uma excessiva atividade mental. Pode também ser indicador de um sentido crítico excessivo

De uma forma resumida podem-se interpretar as cores da aura como sendo;

Vermelho; Fogo, paixão, energia e atividade.

Amarelo; Intelectualidade, análise, optimismo e procura do essencial.

Laranja; Auto – expressão, vontade, ambição e pensamentos laterais.

Azul; Amor, honestidade, paz, sensibilidade e satisfação.

Verde; Equilíbrio, estabilidade, capacidade de cura e ensino.

Turquesa; Demonstra imaginação, criatividade e poder de comunicação.

Rosa; Compaixão, calor humano e respeito próprio.

Violeta; É o discernimento, o místico, o erótico e o charme.

É possível verem-se ainda outras cores e tons, que não foram indicados. Quando acontece, seguindo metodologias que mais à frente se indicará, pode-se fazer a respectiva interpretação que nem sempre tem o mesmo significado. Pelo menos é o que a experiência indica.

Pode ainda suceder que algumas pessoas “vejam” auras que na realidade não existem e que podem ser o resultado de alguma forma de distúrbio da visão, ou outro tipo de situações como por exemplo: reflexos, retenção temporária de uma outra cor que vimos. A leitura da aura necessita de uma grande preparação mental antes de se iniciar o processo, para que se reduza ao mínimo a possibilidade de visões deformadas das cores. A aura pode inclusivamente mostrar cores que estão momentaneamente relacionadas com o meio ambiente, o estado emocional da pessoa e muitas outras situações.

Assim, nada melhor que criar condições de paz emocional para que a visão e a interpretação sejam correctas. A meditação, uma vela branca, uma música suave, ajudam a encontrar a forma ideal de visualizar uma aura.

O efeito das cores

O que seria do amarelo se todos gostassem do vermelho?

Para cada personalidade existe uma cor preferida.

Conheça a influência de cada uma delas sobre o nosso organismo.

O efeito e as influências das cores sobre os seres humanos são muitos e variados e, por isso, merecem um estudo especial. Para facilitar o entendimento do assunto e estabelecer uma ordem informativa, usaremos apenas oito cores, divididas em cores primárias ou básicas, e secundárias ou auxiliares.

Cores primárias: azul, vermelho, verde e amarelo.

Cores secundárias: preto, cinzento, castanho e violeta. As variações entre as tonalidades da mesma cor são ignoradas para ajudar a uma melhor compreensão e também porque não determinam diferenças marcantes quanto aos resultados.

O branco não é citado, pois não é uma cor em si, mas o conjunto de todas as cores; portanto, possui um efeito neutro, não muito significativo em cromoterapia.

O preto, que igualmente não é uma cor, mas a total ausência de cor, é incluído porque produz uma grande influência sobre os seres humanos.

Azul

O azul é uma cor suave, que induz à calma, tranquilidade, ternura, afetuosidade, paz e segurança. Favorece as atividades intelectuais e a meditação. É uma cor passiva, concêntrica, perceptiva, sensível e unificadora.

A contemplação do azul determina a profundidade, sentimento de comunhão no infinito, sensação de leveza e felicidade. É a cor preferida das pessoas calmas, seguras, equilibradas e leais. O azul estimula na personalidade a do� �ura, o equilíbrio, a sensatez e a ternura. É a cor da compaixão, da paz de espírito, da ética, da integridade e da confiança.

Favorece a criação e a manutenção de um ambiente calmo nas nossas casas ou locais de trabalho.

Num sentido mais profundo, o azul é a cor da nossa identificação com o planeta, que visto do espaço é azul. Nas suas tonalidades mais escuras, o azul é relacionado com o infinito profundo e a eternidade; nos seus tons mais claros, ao êxtase místico. Quando existe aversão ao azul pode significar confusão e instabilidade mental, inquietação, ansiedade, inconstância, orgulho e rebeldia.

Efeitos orgânicos

Redução suave da frequência cardíaca, diminuição do ritmo respiratório, redução da pressão sanguínea, inibidor de descargas de adrenalina, ligeiro efeito hipnótico no sistema nervoso central. Com a redução dos ritmos cardiocirculatórios, respiratórios e nervosos, o organismo t em uma melhoria considerável no que se refere a energia.

Indicações

Nos casos de stress, cansaço, convalescença, pressão alta, obesidade, taquicardia, palpitação, nervosismo, insónia, ira, irritabilidade, temperamento agressivo, ciúme, medo, insegurança, ansiedade, alcoolismo, convulsões, esgotamento nervoso, agitação psicomotora e neuroses.

Contra-indicações

O azul não possui contra-indicações. Uma ligeira contra-indicação em casos de medos muitos acentuados ou fobias.
Vermelho

Uma cor ativa e estimulante, que transmite impulsividade, avidez, excitabilidade, impulso sexual e desejo. O vermelho favorece a força de vontade, a conquista, a vitória, a gloria e a capacidade de liderança. A sua contemplação estimula a ação, a luta, a conquista. É a cor das pessoas possuidoras de magnetismo pessoal e de grande força vital psíquica ou orgânica. São pessoas dinâmicas, instáveis, empreendedoras e às vezes até violentas em casos extremos.

O vermelho é preferido por preguiçosos e deprimido. É rejeitado por pessoas agitadas e irritáveis. Estes sintomas podem aparecer mesmo quando há carência de energia, como nos casos de cansaço extremo.

Efeitos orgânicos

Aumenta a pulsação, a frequência cardíaca, a pressão arterial e o ritmo respiratório. Estimula a força vital, a atividade nervosa e glandular e favorece a contração da musculatura.

Indicações

Alterações cardiovasculares não congestivas, pressão baixa, insuficiência cardíaca, anemias, fraquezas nervosas, convalescenças, impotência sexual, frigidez, tristeza, depressão, melancolia, desinteresse pela vida e pelas coisas, excesso de práticas psíquicas (ioga, meditação, etc.), doenças musculares atróficas, paralisias musculares, preguiça e doenças debilitantes de uma maneira geral.

Contra indicações

Ira, nervosismo, neurastenia, tensão emocional excessiva, pressão alta, excitação sexual, tensão pré-menstrual, paranoias, esquizofrenias com estados de agitação, fase maníaca da psicose maníaco-depressiva, cãibras musculares, doenças do fígado e da vesícula biliar, insónia e excitabilidade exagerada

Preto

O preto transmite uma sensação de renúncia, entrega, abandono e introspecção. A sua condição de total ausência de cores relaciona-a simbolicamente com a ideia do nada, do vazio. Por isso expressa a concepção abstrata do zero, da negação, do espaço infinito, do não ser, do não (o branco dá a ideia do sim). Preto e branco são tons extremos que estão ligados ao simbolismo cabalístico do alfa e do ómega, do princípio e do fim.

O preto significa também o destino e a morte, favorece a auto-análise e permite um conhecimento do indivíduo no seu processo existencial. No Ocidente, o preto é a cor do luto por expressar melhor a eternidade no seu sentido mais profundo: a não existência.

As pessoas que preferem o preto ou têm atração por ele são estranhas, distantes, taciturnas, procuram a renúncia e o isolamento. É a cor predileta dos monges e outros tipos de religiosos, pois permite um maior contato com o inconsciente e com a vida interior.

Indicações

O preto tem o efeito de isolar; por isso, muitas vezes é usado antes de uma aplicação específica, para neutralizar o paciente da influência das outras cores. Também pode funcionar como antídoto ao efeito indesejável de uma determinada cor. Tem ainda o curioso efeito de aumentar a capacidade de acção das outras cores, quando é aplicada simultaneamente com essas cores

Contra-indicações

O preto é contra-indicado, nas roupas, em caso de tristeza excessiva, depressão, melancolia, medo, senilidade e paranoia. Por isso, nunca deveria ser usado por pessoas que acabaram de perder um ente querido – o amarelo seria mais indicado. A tradição do uso do preto como a cor de luto era comum entre os sacerdotes durante as cerimónias fúnebres.

CINZENTO

Trata-se de uma cor neutra e isenta de qualquer capacidade de influenciar o ser humano, já que é o equilíbrio entre o preto e o branco, exatamente o meio do espectro cromático. O cinzento não emite estímulo psicológico. Em qualquer tonalidade que se apresente, não produz nem tensão nem relaxamento: é completamente neutro. Transmite essa mesma neutralidade que dá uma a sensação de equilíbrio e estabilidade. As pessoas que têm atracção pelo cinzento sentem a necessidade de procurar o equilíbrio, a redução dos conflitos psicológicos e podem estar carentes de energia vital. O cinzento é o preferido por aqueles que procuram isolar-se do mundo ou não se identificam com os padrões e valores mundanos

.Efeitos orgânicos

O cinzento não exerce influência sobre os órgãos e as funções orgânicas ou metabólicas.

Indicações

O cinzento é indicado quando se deseja reduzir uma tendência psicológica ou emocional. Ele ajuda a melhorar os defeitos do carácter através da auto-análise e do auto-conhecimento. O cinzento melhora os temperamentos irascíveis.

Contra-indicações

Nos casos de distanciamento da realidade, nas esquizofrenias, no autismo, em casos de memória fraca e desorientação no tempo e no espaço.

Castanho

O castanho representa a estabilidade, a necessidade de segurança, a dependência, a disciplina e a

Uniformidade e desenvolvendo o sentido das responsabilidades. Como o castanho é uma espécie de vermelho escurecido, ele possui a vitalidade e a força impulsiva do vermelho, só que de forma atenuada pelo preto neutralizador. Assim, o castanho é uma cor que transmite uma vitalidade passiva. É uma cor indiferente, habitualmente preferida por religiosos e caminhantes. Por isso é que se diz que o castanho realça a importância das raízes, do lar e do conjunto social.

Indicações

Nos casos de instabilidade, indisciplina, neurastenia, psicose maníaco-depressiva, atritos familiares e rebeldia infantil.

Contra-indicações

Auto-disciplina excessiva, apego familiar exagerado, dependência afetiva, dependência psicológica à família ou ao grupo e ao isolamento.

Violeta

O violeta é uma resultante da mistura do vermelho com o azul, conservando as propriedades de ambos, embora seja uma cor distinta. O violeta tenta unificar a conquista impulsiva do vermelho com a entrega delicada do azul. É a cor da identificação com o lado misterioso da vida. Permite a sensação de fusão entre sujeito e o objeto, entre o indivíduo e o todo. É, definitivamente, uma cor ligada ao encantamento, ao sonho, ao estado mágico da mente, aos desejos espirituais, ao deleite espiritual ou astral.

O violeta é uma cor preferida mais pelas crianças ou por pessoas imaturas ou que estejam em processo de procura de um sentimento espiritual para as suas vidas. Mas isso não que dizer que a escolha do violeta signifique falta de maturidade ou de dependência. Quem prefere o violeta é claramente sensível e delicado. É a cor das pessoas que têm insegurança emocional e uma certa instabilidade psíquica. O violeta é uma cor feminina, transmitindo misticismo, identificação cósmica, intimidade sensível, encantamento e irrealidade.

Efeitos orgânicos
O violeta atua em diversos órgãos, produzindo equilíbrio entre o sistema simpático e parassimpático.

Indicações

Carência afetiva, auto-destruição, crises de personalidade, materialismo excessivo, remorso e sentimento acentuado de culpa.

Contra-indicações
Mistificação, manias, psicose, vícios de drogas, alcoolismo, hipoglicemia, fanatismo e dispersão mental.

Aplicações da cromoterapia

As cores afetam profundamente as nossas energias vitais e as nossas emoções. Saiba como aplicá-las de modo a harmonizar os aspectos físicos e mentais. Na medida em que o nosso organismo se relaciona com o meio ambiente, recebe estímulos constantes sob a forma de cores e luzes. Isso sucede também com as plantas e os animais. A sensação de bem-estar, de amplitude, de serenidade e paz que experimentamos.

Numa floresta não se deve apenas ao ar puro e ao aroma agreste, mas à grande influência que a cor verde exerce sobre as nossas vibrações mais subtis.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

MEDIUNIDADE ESPIRITA

Conforme explica o pesquisador espírita Carlos Alberto, a mediunidade é uma abençoada oportunidade de trabalho que a maioria de nós ou não tem consciência ou não sabe valorizar. Por que não sabe valorizar?

Porque saber valorizar não é somente conhecer os fundamentos teóricos e saber das nossas obrigações. Isso o espírita até sabe. Para se dar valor de que a mediunidade é abençoada oportunidade de trabalho, é preciso se perguntar e responder com sinceridade: O que estou fazendo com esta oportunidade? Qual a prioridade da prática mediúnica em minha vida? Muitas vezes não temos consciência desta abençoada oportunidade de trabalho quando a substituímos por nossos interesses particulares, normalmente interesses ligados à matéria.

Existem vários objetivos para a mediunidade. Objetivos que se adequam à realidade de cada um de nós, de acordo com as nossas necessidades e vivências. Falo no sentido daquilo que cada um de nós pode aprender com a mediunidade. Mas entre os principais objetivos, podemos destacar a possibilidade de sermos mensageiros dos bons espíritos, consolando encarnados e desencarnados na grande prática da caridade, embora o maior trabalho fique sempre por conta dos bons espíritos que são enviados de Deus.

Podemos destacar também a importância da mediunidade nos mostrando, na prática, a nossa realidade de espíritos. Na prática da mediunidade com Jesus, vamos descortinando a nossa realidade espiritual. Vamos convivendo com os espíritos, de forma tão natural e segura, que com o desenvolvimento da fé raciocinada que a doutrina espírita nos ensina fortificamos em nós a idéia da verdadeira vida. Podemos dizer que através da mediunidade, fica patente o enterro definitivo da “morte” conforme nós a conhecemos. Isso não é maravilhoso?

Lembro de uma expressão, de André Luiz: “O serviço aparece quando o trabalhador está pronto”. A idéia é mais ou menos esta. Tudo acontece de acordo com os desígnios de Deus. Basta que observemos a natureza. A flor desabrocha no momento certo. Não é diferente para a mediunidade. Disse nos Jesus: “A ninguém é dado um fardo maior do que as suas costas”. Se somos incumbidos de um mandato mediúnico, é porque no momento em que esta se manifestar, estaremos prontos, exceto nos casos da infância e em alguns casos de adolescência. Por isso devemos nos preparar com o estudo, pois conhecer a mediunidade não é somente para médiuns ostensivos. Conhecer a mediunidade é conhecer sobre a nossa verdadeira realidade, que é a realidade do espírito, da vida espiritual.

Quais as principais causas de fracasso de grupos mediúnicos?

Aquilo que os espíritos nos cansam de ensinar no livro dos Espíritos e no Evangelho Segundo o Espiritismo, principalmente: o orgulho e a vaidade.

O orgulho nos faz pensar sermos mais do que realmente somos. A vaidade oblitera a nossa razão, dando campo a mistificação. Através da vaidade, somos muitas vezes induzidos à fascinação, que consiste em sermos “enganados”, ludibriados pelos espíritos. Estas as questões principais quando falamos de um grupo mediúnico. Mas uma outra questão que não pode deixar de ser lembrada é a falta de estudo. Sem estudo, ficamos a mercê dos enganos. Particularmente, vejo um grande motivo para a falência mediúnica: O materialismo. Não o materialismo de não crer em Deus ou nos espíritos, mas o materialismo que está arraigado na maioria de nós bem disfarçado, que vem com várias desculpas e vários nomes: “Não tenho tempo para ser médium”. Entendemos que tempo será sempre questão de prioridade. “A minha família não permite que eu seja médium”. Quando nos falta obstinação, vontade mesmo. “Não posso ser médium, pois não estou preparado para isso”. Mas não começamos a nos preparar tão cedo. E por aí vamos, nos nossos enganos, nos nossos erros.

Podem, sem dúvida, embora temos visto um grande empenho do plano espiritual em nos conduzir para a mediunidade que atende ao semelhante, encarnado e desencarnado, nas sessões de cura e de desobsessão. Essa pesquisa do mundo dos espíritos é tão válida, que Allan Kardec fez isso e nos deixou uma belíssima obra, chamada “O Céu e o Inferno”. André Luiz nos revela coisas interessantíssimas. Desde que utilizemos a mediunidade com Jesus, e obviamente com uma finalidade útil, entendemos que é realmente lícita esta pesquisa.
Sabemos que a participação em reuniões mediúnicas é algo ao qual não se tem acesso com facilidade. Qual seria o caminho a ser percorrido por um médium recém chegado a doutrina?

O caminho será sempre o do estudo sério. Com raríssimas exceções, mas raríssimas exceções mesmo, um médium deve começar a desenvolver a mediunidade sem ter estudado pelo menos O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns. É um erro começar a trabalhar mediunicamente sem:

1) Ter estudado o básico;

2) Ter estudado sobre a mediunidade em si;

3) Ter desenvolvido a mediunidade.

Chegarmos ao centro, espíritas “desequilibrados”, não significa que devamos “sentar a mesa mediúnica” ou levantarmos as mãos nas sessões de passe. Sem equilíbrio interior, o que não deve ser confundido com PERFEIÇÃO, não podemos ajudar a nós mesmos, quanto mais aos semelhantes. No mais, é dar tempo ao tempo nos combates aos vícios morais e materiais.

A prática mediúnica é exclusividade do Espiritismo?

De jeito nenhum. A mediunidade se encontra na natureza do homem encarnado. O simples fato de estarmos encarnados nos torna médiuns. Logo vamos encontrar médiuns ricos, pobres, católicos, protestantes, materialistas. Além do que, a mediunidade existe desde os primórdios da nossa existência. A Bíblia é riquíssima nos relatos da fenomenologia mediúnica. Moisés não proibiu a prática da mediunidade por ela não estar sendo bem utilizada? A doutrina espírita não existia.

A importância da doutrina espírita para a mediunidade é que aprendemos como lidar com ela. É como se fosse todo um código de ética, se assim pudéssemos dizer, escrito, principalmente, em O Livro dos Médiuns e ricamente complementado em centenas de outras obras mediúnicas e porque não dizer de encarnados também.
Algumas casas espíritas estão desativando as atividades de mediunidade de cura, alegando que devem investir na cura do Espírito, e não do corpo. O que pensar sobre essa postura?

Falta de estudo. Por isso insistimos tanto: É preciso estudar, estudar, estudar... É preciso compreender a nossa função quando encarnamos em um mundo material. Sabemos que os males do corpo têm realmente as suas causa no Espírito. Mas fico com o ditado popular: “Saco vazio não para em pé”. Jesus não curou os males físicos? Embora acompanhasse do conselho: “Vá e não peques mais para que mal maior não te suceda”. Certamente que evoluiremos para as questões do Espírito, mas enquanto isso, entendemos que precisamos trabalhar na caridade material, na cura do corpo físico mesmo. Se a pessoa não se modificar, aí é com ela. Distribuamos as dádivas divinas, que dizer, sejamos intermediários das dádivas divinas, que incluem no passe de cura, na ajuda ao corpo físico, abençoado instrumento de trabalho. Não vamos dar um passo maior do que as pernas.

Em O Livro dos Médiuns, item 230,nos é dito que os médiuns exercem influência secundária nas comunicações dos Espíritos. Qual é a medida da importância que se deve dar ao animismo?

De forma geral, vejo uma falta de compreensão para o animismo. Leio muitas matérias condenando o animismo ou chamando-o de “mistificação”. Isso dificulta sobremaneira o desenvolvimento do médium. O animismo é um processo natural, que muitas vezes acontece no desenvolvimento da mediunidade. Arrisco dizer mesmo que faz parte deste processo. A questão não é a importância do animismo, mas a sua correta compreensão.

Dizemos que existe animismo quando o médium utiliza sua bagagem existente como espírito imortal, “consultando seus arquivos”, e “dá” uma mensagem de si mesmo, seja através da psicofonia, seja através da psicografia. Se tratar do assunto com naturalidade, aprenderá a lidar com o animismo, assim como com a sua mediunidade e saberá com o tempo, com o treinamento da mediunidade, distinguir uma de outra coisa. Por isso mais uma vez repetimos, até cansativamente mesmo: “estudar, estudar, estudar...”.

Para encerrar, deixe-nos uma mensagem.

Vamos nos perguntar, com a sinceridade: “O que estou fazendo com a minha mediunidade? O que estou priorizando na minha vida? Se sei que sou médium, o que está faltando para trabalhar com seriedade e afinco? Existe o materialismo dentro de mim?” São questões que somente nós mesmos podemos

Existem vários objetivos para a mediunidade. Objetivos que se adequam à realidade de cada um de nós, de acordo com as nossas necessidades e vivências. Falo no sentido daquilo que cada um de nós pode aprender com a mediunidade. Mas entre os principais objetivos, podemos destacar a possibilidade de sermos mensageiros dos bons espíritos, consolando encarnados e desencarnados na grande prática da caridade, embora o maior trabalho fique sempre por conta dos bons espíritos que são enviados de Deus.

Podemos destacar também a importância da mediunidade nos mostrando, na prática, a nossa realidade de espíritos. Na prática da mediunidade com Jesus, vamos descortinando a nossa realidade espiritual. Vamos convivendo com os espíritos, de forma tão natural e segura, que com o desenvolvimento da fé raciocinada que a doutrina espírita nos ensina fortificamos em nós a idéia da verdadeira vida. Podemos dizer que através da mediunidade, fica patente o enterro definitivo da “morte” conforme nós a conhecemos. Isso não é maravilhoso?


P.MORYAH

terça-feira, 25 de maio de 2010

ENTREVISTA

ENTREVISTA COM A SENHORA QUE PRIMEIRO INDENTIFICOU A PRESENÇA DE EMANNUEL JUNTO A CHICO XAVIER, ANTES DELE MESMO. D. CARMEM PENA.
FONTE FOLHA DE SÃO PAULO  ABRIL DE1954

• E.R– Quer dizer, Dona Carmem, que a senhora identificou a presença de Emmanuel junto de Chico, antes dele mesmo?

Sim. Nosso caro Chico somente passou a percebê-lo, mediunicamente, quatro anos mais tarde, em 1931.

E R – A senhora pode explicar a razão disto?

CPP – Amigos espirituais me disseram, por várias vezes, que ele acompanhava Chico, de muito perto, desde a infância e que, ainda depois de seus primeiros passos na mediunidade, ele, Emmanuel, o observava e protegia, deixando que outros amigos desencarnados lhe exercitassem a mediunidade escrevente, antes que ele pudesse começar com ele a grande tarefa dos livros psicografados.

E R – Com respeito à tarefa dos livros mediúnicos, a senhora observou mais alguma coisa?

CPP – Sim. Numa de nossas reuniões, nos primeiros tempos de Centro Espírita Luiz Gonzada, em Pedro Leopoldo, me foi mostrado um quadro fluídico que, na época, nenhum de nós entendeu. Mediunicamente, vi que do tecto estavam «chovendo livros» sobre a cabeça de Chico e sobre todo o grupo. Mais tarde, quando foi publicado o Parnaso de Além-Túmulo, vim a saber, através de um espírito amigo, que a visão fora criada por Emmanuel, que desejava avisar-nos, simbolicamente, quanto à missão que Chico viria a desempenhar, recebendo livros do plano espiritual. Posso dizer que o quadro de «chuva de livros» foi maravilhoso. Decorridos quase quarenta anos, guardo-o ainda em minha memória, como se tudo tivesse acontecido ontem!

E R – A senhora e seu esposo continuaram na fazenda de Maquiné?

CPP – Pouco tempo depois de Maio de 1927, recebemos conselhos dos amigos espirituais a fim de transferirmos residência para Pedro Leopoldo, pois, com a presença do meu companheiro, o desenvolvimento do nosso estimado Chico se faria com maior facilidade. Sempre dedicamos a ele especial afeição e, assim, nos foi muito agradável a mudança da fazenda de Maquiné para Pedro Leopoldo, onde continuamos sob as ordens de nossos guias. Além de nossas sessões habituais no Centro, reuníamo-nos, meu marido, Chico e eu. Depois de muitas mensagens familiares e íntimas, Chico começou a receber poemas comoventes e lindos, assinados por poetas que não conhecíamos, nem mesmo de nome. Havia noites em que até mesmo três poemas eram psicografados. Já possuíamos bastante, material, quando meu companheiro sugeriu a Chico que escrevesse a Manuel Quintão, naquele tempo Director da Federação Espírita Brasileira, explicando o que estava acontecendo e pedindo orientação.

E R – Quintão respondeu logo?

CPP – Imediatamente. Disse-nos, em carta a Chico, que havia lido os poemas que ele enviara. Pedia a remessa de outras mensagens que tivéssemos em mãos e comunicava-nos que a Federação providenciaria a publicação de um livro, surgindo, então, o Parnaso de Além-Túmulo. Manuel Quintão deu-nos grande estímulo.
E R – E depois?

CPP – Depois vieram outras mensagens maravilhosas, de outros espíritos. Vários companheiros encarnados, entre eles meu marido, e Juquinha, se devotaram, então, com mais ardor à consolidação das tarefas do Centro Espírita Luiz Gonzaga, que merecia, cada vez mais, nossa atenção.

E R – Ficaram muito tempo em Pedro Leopoldo?

CPP – Seis anos. De 1928 a 1934. Premidos por necessidades materiais, mudamo-nos para Belo Horizonte, onde estamos até hoje, ficando como Presidente do Centro, naquela época, José Cândido Xavier, irmão de Chico.

E R – Conte-nos algo de que se lembra, relativamente à presença de Chico nas reuniões.

CPP – Além das mensagens que nos instruíam e confortavam tanto, inúmeras vezes éramos surpreendidos por factos interessantes, como pétalas que caíam do tecto junto a nós e perfume de rosas no ambiente.

E R – Como a irmã recorda aqueles dias que já se vão tão longe?

CPP – Com muita emoção e saudade! São quarenta anos que se foram, e aqueles dias maravilhosos jamais poderão ser esquecidos. De joelhos, peço sempre ao nosso Pai de Amor cada vez mais luzes e forças espirituais para o nosso bondoso Chico