domingo, 28 de março de 2010

A PASCOA NA VISÃO ESPIRITA

Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.

Mas, isto não impede uma reflexão mais profunda, sobre mais esta celebração.

Pois, já estamos na hora de mudar nossos paradigmas e por fim as encenações teatrais de adoração, onde as pessoas dizem ir ao culto, as sinagogas, igrejas, adorarem a Deus, mas menosprezam o mesmo Deus nas ruas, como se este, tivesse criado uma linha divisória entre o templo e a oficina.

A verdade é que ninguém pode separar suas horas perante si e dizer, esta hora é para Deus, esta é para mim, esta ação é para Deus, esta é para mim.

Toda a terra é seu altar de oração, por louvá-lo nos templos e despreza-los nas ruas é que temos naufragado mil vezes.

Mais uma páscoa se aproxima e a simonia corre solta, como em todas as outras festas religiosas, a Sexta-feira Santa chega e a humanidade desperta da sua letargia profunda, mas é apenas por algumas horas.

Pois, assim que o sol se põe, a humanidade retorna aos seus caminhos tortuosos.

A cada Sexta-Feira Santa as pessoas param com seus afazeres para contemplar uma sombra coroada de espinhos, espinhos estes, que estas mesmas pessoas não quiseram tirar.

Os homens interrompem seus negócios para dirigir-se ao templo pedir ao cristo, mais lucros e confessar seus desenganos, mas o rito nem bem termina e o telefone toca chamando para mais um negócio proveitoso. e as promessas ditas a pouco, perdem seu valor de imediato.

As mulheres distraídas pelo brilho da vida, apaixonadas por jóias e vestidos, saem na Sexta Feira Santa de suas casas para as procissões. Mas mal acaba a cerimônia e todos voltam aos seus caminhos entre risadas e comentários desairosos.

Foi apenas mais uma cerimônia religiosa assim como outras tantas, e nisto se resume às religiões em cerimônias, onde ninguém cogita, ninguém raciocina, para que serve isto?

Onde vamos chegar com estas encenações teatrais?

De adoração exterior, onde as pessoas levantam suas mãos em direção aos céus, mas seu coração jaz adormecido nas trevas pantanosas da maledicência, da inveja, do ciúme, e da falsidade.

A maioria aceita a religião mas, não se preocupa em praticá-la.

Grita bem alto para todos ouvir, Jesus, Jesus mas, continua com os ouvidos do coração surdos para suas mensagens?

A onde tudo vai bem, se tem milagres, onde Jesus paga contas atrasadas, onde Jesus é proprietário de carros, da casa, da isto aquilo e o crente só precisam, para usufruir todas as regalias, contribuir com o DIZIMO.

Que interessa o que Jesus disse sobre a humildade, amor ao próximo, fé do tamanho de um grão de mostarda etc, etc.

Se esta igreja não tiver o que eu busco, existem mil outras para eu garimpar. E assim seguem os garimpeiros dos milagres, saltitando de igreja em igreja, de religião em religião em busca de conforto material.

Por isto a Doutrina Espírita segue seu caminho meio que no anonimato, pois não faz milagres, não promete curas, não oferece um lugar especial no céu, à única coisa que oferece e uma escolha: ou ficar no passado apegado ao materialismo dos rituais, dos mitos e da voracidade carnal, ou buscar o espírito e seu poder na espiritualidade pura que a Doutrina oferece.

O Espiritismo tem por finalidade libertar o espírito humano do visco da matéria, para que ele possa alçar o vôo da transcendência. A religião espírita não comporta lamurias e ladainhas, nem exige de seus adeptos atitudes formais, voz modulada, gestos artificiais e estudados.

A religião verdadeira não está nos templos, nas Igrejas, mas no coração do homem, na forma de uma lei fundamental da natureza humana - a Lei de Adoração, que leva o homem a adorar a Deus no recesso de si mesmo, sem alardes nem fantasias.

A verdade é que o mundo celebra o nome de Jesus e as tradições que os séculos teceram em volta de seu nome, mas ele permanece um estrangeiro percorrendo o mundo e atravessando as religiões sem encontrar entre os povos que compreenda a sua verdade.

P.Moryah.

sexta-feira, 26 de março de 2010

APARIÇÃO DE FATIMA


A 13 de Maio de 1917, na Cova de Iria, apareceu uma senhora muito luminosa a 3 pastorinhos. Foi a primeira de várias aparições que culminaram a 13 de Outubro do mesmo ano, aproximadamente 60.000 pessoas testemunharam um fenómeno que ficou conhecido como o "Milagre do Sol", amplamente noticiado pelos jornais da época.

É sobejamente conhecida a interpretação que a Igreja Católica tem dos acontecimentos. As romarias de fé que milhares de pessoas fazem ao local todos os anos. Também é conhecida a posição de outras correntes religiosas: algumas defendem que Satanás fez tudo aquilo para levar mais alguns para o inferno..., outros, defendem que foram extraterrestres que ali apareceram e ainda existem muitos outros que defendem não ter acontecido absolutamente nada!


E os espíritas? Qual é a visão espírita sobre as aparições em Fátima?
Uma senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol apareceu a 3 crianças. Lúcia e Jacinta ouviam e viam a senhora da azinheira como as crianças lhe chamaram, já o Francisco só a via.
Logo aqui percebemos que a mediunidade é universal (as crianças não eram espíritas e duvido que alguma vez tivessem ouvido falar de espiritismo). Dois tipos de mediunidade sobressaem desses primeiros relatos, a de audiência e a de vidência - para aqueles que frequentam este espaço, já por diversas vezes tiveram a oportunidade de ler que existem muitos tipos de mediunidade e estas variam ao infinito.
Excelente exemplo este trazido a todos por 3 crianças muito pobres, sem instrução e que jamais teriam tido oportunidade de ler O Livro dos Médiuns publicado em 1861.
O mesmo se aplica ao que ficou conhecido como o "Milagre do Sol", testemunhado por tantas pessoas. Obviamente, o sol não poderá ter-se deslocado para a região de Leiria, mas um grandioso fenómeno de efeitos físicos, com inúmeras testemunhas, ocorreu ali, confirmando a história dos 3 pequenitos.

Existe uma ligação mais directa entre os espíritas e o que ocorreu na Cova de Iria: antes da primeira aparição vários grupos espíritas do país começaram a receber mensagens onde se dava conta que algo importante iria ocorrer a 13 de Maio.
Uma dessas mensagens foi recebida a 7 de Março de 1917 em Lisboa:
Não nos compete ser juízes. Aquele que vos julgará não ficaria satisfeito com juízos precipitados. Tende fé e esperai. Não é costume nosso predizer o futuro. Os arcanos do futuro são insondáveis, mas por vezes Deus permite que se erga uma ponta do véu que o encore. Assim, pois, tende confiança nas nossas prevenções.
A data de 13 de Maio será de grande alegria para os bons espíritas de todo o mundo. Tende fé e sede bons.
Numa época de grande crise, onde a grande preocupação de todos era a guerra mundial que decorria, alguns espíritas apressaram-se a anunciar o fim da guerra na imprensa:

Quando afinal a referida "alegria para os bons espíritas de todo o mundo" seria outra coisa.

Então e os 3 segredos de Fátima? E o grandioso altar em que a Cova de Iria de transformou? E a conversão da Rússia? E etc?...
Sabemos que a Igreja Católica começou por classificar os meninos como mentirosos, depois enclausurou a Lúcia num convento proibindo-a de falar... só em 1930 o Bispo de Leiria classificou os fenómenos como verdadeiros, a "senhora da azinheira" passou a ser a Virgem Maria e foram anunciados 3 segredos em 1932.

Ou seja, é importante realçar que a "senhora da azinheira" apareceu a 3 crianças sem maldade (não escolheu ninguém importante) e que essas crianças marcaram inúmeras pessoas com os seus testemunhos. Seis meses depois 60.000 pessoas estavam no local e presenciaram algo que independentemente de como as tocou, da interpretação que deram, chamou a atenção para o facto de existir mais vida para além dos nossos 5 sentidos!

MATERIALIZAÇÃO DE ESPIRITO

Materialização de Meimei Ilustrada por Joaquim Alves - Federação Espírita do Estado de São Paulo Uma noite sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que era o mesmo que Meimei costumava usar. Surpreendi-me quando subitamente percebi que o corredor ia se iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse por ele portando uma lanterna. Subitamente a luminosidade extinguiu-se. Momentos depois a sala iluminou-se novamente. No centro dela havia como que uma estátua luminescente. Um véu cobria-lhe o rosto. Ergueu ambos os braços, e elegantemente, etereamente, o retirou, passando as mãos pela cabeça, fazendo cair uma linda cascata de cabelos pretos até a cintura. Era Meimei. Olhou-me, cumprimentou-me e dirigiu-se até onde eu estava sentado. Sua roupagem era de um tecido leve e transparente. Estava linda e donairosa. Levantei-me para abraça-la e senti bater o seu coração espiritual. Beijamo-nos fraternalmente e ela acariciou meu rosto e brincou com minhas orelhas, como não podia deixar de ser. Ao elogiar sua beleza, a fragrância que emanava, a elegância dos trajes e sua tênue feminilidade, disse-me:
“Ora, Meu Meimei, aqui também nos preocupamos com nossa apresentação pessoal. A ajuda aos nossos semelhantes, o trabalho fraterno faze-nos mais belos, e afinal de contas, eu sou sua mulher. Preparei-me para você, seu moço. Não iria gostar de uma Meimei feia!"

Texto de Arnaldo Rocha (viuvo de Meimei),Trecho do livro "Chico Xavier - Mandato de Amor"



FOTO DE UM SER ESTRANHO NO ULTRASSOM  DE UMA GESTANTE.


MUDANDO UM POUCO. ESTE ULTRASSOM É MUITO INTERESSANTE.

 QUE TAL APRECIÁ-LO MAIS DE PERTO. SERÁ JESUS COM O BEBÊ NO COLO???